A Cidade Inteligente na prática: quais os 5 vetores e que iniciativas considerar?

A digitalização e as alterações climáticas são hoje os dois grandes protagonistas a nível global. Há um sector específico que endereça e lidera ambos: as cidades e comunidades regionais tem o papel principal na digitalização dos serviços e gestão dos recursos naturais que disponibilizam aos cidadãos. Uma Cidade Inteligente é aquela que aposta no desenvolvimento sustentável, que aproveita o poder da tecnologia para conectar, proteger e melhorar aspetos fundamentais de quem ali vive, visita e/ou trabalha e que assegura a máxima eficiência no uso dos recursos com soluções urbanas inovadoras.

Portugal conta já com bons exemplos na forma como a digitalização ajuda a melhorar a rotina diária das cidades, mas ainda há muito por fazer e superar. Quais são então os principais vetores para tornar uma Cidade Inteligente e que iniciativas devem ser consideradas?

1. Governança Inteligente (Smart Governance)

Atendimento omnicanal oferecendo uma experiência 360º: atendimento escalável e personalizado através de aplicações móveis, portais web e contact centers para informar, prestar serviços, abrir novos canais de comunicação com os cidadãos, assim como soluções para centros de emergências como o 112.

Administração eletrónica com serviços públicos digitais: mais e melhores serviços públicos digitais prestados pelas administrações, como cobrança de impostos e procedimentos administrativos de segurança social, saúde, registo de propriedade intelectual ou renovação de cartões do cidadão e certificados.

Espaços informativos e participativos: maior envolvimento do cidadão em espaços físicos digitalizados, marketing digital, comunicação dentro dos edifícios municipais e no exterior (videowalls, paragens de autocarro, quiosques interativos), centros de demonstração, e espaços informativos para tornar os avanços na digitalização mais tangíveis.

Open data e transparência: iniciativas como portais de transparência para dar a conhecer ações das autarquias e Governo. Open data para abrir dados do sector público em formatos padrão e interoperáveis, facilitando o seu acesso e reutilização. Participação dos cidadãos através de ferramentas colaborativas.

2. Meio Ambiente Inteligente (Smart Environment)

Rega de parques e jardins: jardinagem sustentável num sistema de controlo de rega em tempo real para economizar água (meteorologia, vazamentos de água, roturas de tubos, etc.).

Gestão inteligente de resíduos: recolha otimizada de resíduos por deteção de contentores (papel, cartão, vidro, embalagens).

Gestão da qualidade do ar e do ruído: processamento de parâmetros ambientais, como a qualidade do ar, com a integração de dados satélites (contagem de veículos, localização, tipo, velocidade), dados de mobilidade e dados abertos, níveis de ruído com sonómetros para monitorizar o ruído gerado por tráfego e obras locais.

Gestão inteligente da iluminação pública: telemonitorização dos consumos energéticos, controlo e atuação sobre as luminárias e atuação sobre elas com programação a partir de uma ferramenta de gestão.

Telemetria energética em edifícios públicos: climatização e iluminação eficientes com telemonitorização de consumos energéticos em qualquer edifício para a implementação de medidas de poupança, garantindo a sustentabilidade económica. Rede de contadores inteligentes (água, gás e eletricidade) que podem ser monitorizados, supervisionados e operados de forma remota.

3. Mobilidade Inteligente (Smart Mobility)

Estacionamento Inteligente: facilitar a vida dos cidadãos na gestão de estacionamento através de um serviço de sensorização de parqueamento “indoor” e “outdoor” em zonas reguladas (centros históricos, parques desabilitados, zonas de carga e descarga, zonas e edifícios – públicos ou privados – de acesso condicionado ou limitado), e de aplicações móveis para a procura e reserva de lugares.

Serviços públicos inteligentes adaptados ao cidadão: maximizar a experiência do cidadão e do turista, evitando engarrafamentos e esperas nos transportes públicos. Recolha, análise e tomada de decisões com base na analítica de mobilidade de cidadãos e turistas. Verificação do estado do tráfego e transporte público para incidentes em tempo real e melhor dimensionamento.

Frotas municipais: melhoria da produtividade das frotas de veículos municipais, reduzindo os custos associados à sua atividade e melhorando a segurança dos condutores. Um dispositivo instalado no veículo pode proporcionar localização em tempo real, diagnóstico do motor e comportamento do condutor.

Passadeiras inteligentes para peões: sistema de sinalização inteligente que deteta a aproximação de peões às passadeiras, prevenindo o condutor.

4. Bem-estar Inteligente (Smart Living) e Sociedade Inteligente (Smart People)

Vigilância e segurança: circuitos de câmaras de vídeo e centros de controlo que incluem gravação, armazenamento e análise de imagens em tempo real, permitindo uma rápida resposta, mitigando situações de insegurança. Aplicação de analítica que permita detetar automaticamente incidentes, originando uma resposta mais eficiente e célere dos serviços.

Praias inteligentes: gestão de praias inteligentes baseada na obtenção de uma grande variedade de indicadores através de sensores e dispositivos IoT (sensores de substrato, boias inteligentes, sensores UVA, monitorização batimétrica).

Plataforma da cidade: visão integral do estado da cidade e da gestão dos serviços, habilitadora da transformação dos serviços urbanos em serviços inteligentes.

5. Economia Inteligente (Smart Economy)

Digitalização de espaços de turismo e edifícios turísticos: extensão da experiência digital para o espaço físico através de totens e telas interativas para informar e processar 24×7. Medição de audiências (ex. contar o número de visitantes), gestão de turnos (organizando da melhor forma o atendimento ao cliente) e sinalização digital com gestão de conteúdos remota e possibilidade de exploração de publicidade.

Rede Wi-Fi e serviços públicos inteligentes adaptados ao turista: fornecimento de rede Wi-Fi em zonas emblemáticas (edifícios turísticos, autocarros, etc.), e recolha e análise da informação sobre os visitantes para adaptar os serviços públicos às suas necessidades (volume de turistas, análise de proveniência, segmentação por género, idade e nível socioeconómico, pontos de interesse, rotas seguidas, tempo que passam na cidade, etc.).

Canais informativos e transacionais: portais web e apps móveis, multimédia e multidispositivo para comunicação e promoção de eventos e atividades, gestão do uso de ambientes turísticos (informação, reservas, pagamento), promoção de negócios locais e facilidade em serviços de check-in e check-out de alojamentos.

Competitividade económica, qualidade de vida e sustentabilidade são os três objetivos principais numa Cidade Inteligente. A infraestrutura digital representa um importante driver para consegui-lo e uma peça central para conectar pessoas, dispositivos e entidades.

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